EVP e a Chancela da Mudança Dentro das Organizações

Já está muito claro que uma enxurrada de novos conceitos e práticas estão transformando as organizações. Um conceito que traz agregado a ele mais que um nome, mas uma mudança de cultura, é o EVP (Employee Value Proposition). Traduzindo, seria algo como Proposta de Valor ao Empregado mas, como exatamente essa proposta pode ser aplicada pelas organizações para que seus colaboradores sintam-se parte fundamental do lugar onde trabalham e, mais que isso, difundam a idoneidade de quem paga as suas contas?

A ideia de “marca empregadora” vem dos conceitos de construção de marca, tão conhecidos dentro do marketing e da comunicação. Construir uma identidade sólida e que não saia da cabeça das pessoas sempre foi tarefa para a área de marketing e, não raro, muitas empresas dividem esse trabalho com a área de Gestão de Pessoas. Neste cenário, a identidade e o posicionamento da marca devem comunicar ao empregado muito mais que teoria, mas as ações reais que a empresa cria, com o objetivo de tornar seus profissionais verdadeiros porta-vozes.

O EVP é único e exclusivamente desenvolvido para dentro das empresas, cujo target é o funcionário. Há algum tempo, pesquisas apontam aquilo que as organizações levaram décadas para entender: EVP e satisfação do empregado estão intimamente ligados, pois o engajamento deste só acontecerá se ele estiver comprometido com seu trabalho. Uma empresa que investe em seus funcionários, se preocupa em manter o bom clima organizacional e promove qualidade de vida, tende a criar laços fortes com seus colaboradores.

Por sua vez, satisfeitos e engajados, os funcionários produzem mais e melhor, sendo capazes até de contornar as pressões diárias de prazos e entregas. Além disso, essas pessoas recomendam facilmente a empresa a outras pessoas, pois quem não quer compartilhar com um amigo suas experiências positivas?

Para as empresas, EVP significa mais que ações de endomarketing e flexibilidade. É preciso exercitar um vocabulário novo e desafiador, que é a transparência. Não basta desenvolver ideias, é preciso mostrar dentro e extra muros que a empresa realmente põe em prática toda a teoria contida em seus manuais de boas práticas e boas-vindas.

Este é o desafio, hoje, para a área de Gestão de Pessoas. É preciso estar antenado com as tendências nesse ramo e saber como adapta-las para dentro da sua realidade organizacional. Nesse momento, é essencial manter a equipe motivada, acreditando e participando das propostas trazidas.

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Esse desafio tem levado as organizações a buscarem perfis profissionais que vão além do trabalho braçal, mas cerebral. Motivar as pessoas a ir além do que fazem, “sair da caixinha”, engajar e preparar indivíduos que sejam capazes de correrem riscos e se exporem.

Mas, para atingir níveis de satisfação e engajamento tão altos, é preciso tempo. EVP é cultura. É reeducar as equipes e introduzir aí não só práticas como também conceitos novos de forma gradual, testando e buscando feedback temporariamente.

E para que toda a organização receba o EVP como uma experiência agregadora, é imprescindível que a mudança comece pela gestão. Ela precisa saber exercer a natureza do EVP sem criar conflitos. Apresentar um pacote de novas ideias e simplesmente impô-las aos funcionários nunca vai funcionar corretamente, por melhores que sejam as novidades.

Vivemos tempos de mudanças e ajustes e, para atrair e fidelizar profissionais altamente motivados e capazes de inovar e agregar valor à empresa, é necessário fazê-los sentirem-se parte dela. O sentimento de pertencimento traz cuidado e dedicação, e aumenta a competitividade no mercado. Como consultora, posso garantir que o momento de se adaptar às mudanças é agora. A sua empresa já vive os novos tempos? Não? Então me diz como posso te ajudar.

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