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Copa do Mundo e o Peso da Liderança

Copa do Mundo, um espetáculo que gera expectativas e espectadores, a ansiedade é mundialmente sentida, cada país torcendo e vibrando confiante de que seu time trará para casa a tão sonhada taça. Aqui no Brasil é diferente, o País deposita a responsabilidade do título no Neymar, que é um componente essencial devido a sua alta performance como jogador de futebol, e, por ser fora da curva, um menino de 26 anos tem nas suas costas a responsabilidade de motivar, transmitir segurança a equipe e a torcida, jogar brilhantemente, fazer muitos gols e trazer a taça para casa, essa é a tradução do sentimento da maioria dos brasileiros, é o Neymar que vai ganhar a Copa.

 

Esse cenário pode ser facilmente trazido para a realidade organizacional de muitas Empresas, onde toda responsabilidade do resultado é transferida para aquele que tem recorrentemente o melhor desempenho, e esse contexto trás algumas reflexões. O peso da obrigação de acertar sempre, aquele que habitualmente é excelente tem um compromisso maior do que todos de executar suas tarefas e muitas vezes a dos outros, de forma impecável e assim corresponder à expectativa dos outros, essa pessoa acaba sendo punida, pois devido a sua admirável atuação ela perde o direito de errar, uma vez errando ela pode frustrar a equipe e todos aqueles que nele acreditam, o que parece um castigo quando usamos a empatia.

Nem todos aqueles que executam suas tarefas de maneira impecável estão preparados para estarem em uma posição de líder, nem todos tem equilíbrio para lhe dar com tantas cobranças e responsabilidades, nem todos são autoconfiantes, nem todos estão preparados para corresponder a expectativa das pessoas de forma desmedida, maturidade é algo que o ser humano adquiri com o tempo e com experiências, é absolutamente aceitável que uma pessoa de 26 anos ainda não a tenha e deveria ser plenamente aceitável que ela leve um tempo para se conhecer e descobrir se ela quer ser o influenciador da equipe, o líder, o executivo, o responsável pelo todo ou apenas um talento reconhecido por contribuir com sua excelente performance de forma individual e dessa forma colaborando para realização do todo.

 

Voltando a copa, que o Neymar mesmo tão novo ao refletir sobre sua posição, consiga ter discernimento para perceber que ele não é o único responsável pela conquista do título, que essa pressão não influencie negativamente no seu desempenho. É fato que o time precisa dele e do seu talento com a bola, mas a batalha é da equipe. Que refletindo ele entenda que todos têm seu papel e porcentagem de compromisso, afinal ele pode extraordinário sozinho, mas com o comprometimento de cada jogador o time trás a taça para casa, e essa conclusão cabe para qualquer cenário que visa bons resultados e sucesso.

Texto por: Nathalia Calazans

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