O cenário de crise deixou muitas equipes com sentimento de instabilidade e uma das consequências deste movimento foi o aumento da competição interna. Nesta semana em que o assunto é competição, seguem algumas dicas de como conviver com a competição no trabalho e se destacar.

 

Tipos de competição

 

Quando falamos em competição no ambiente de trabalho, podemos destacar duas formas: entre equipes e a individual. Quando pensamos em competição entre equipes, pensamos logo em uma disputa como em times de futebol, por exemplo.

Podemos então definir que quando temos competição entre departamentos pode não ser tão saudável e ainda gerar um clima de rivalidade na empresa. Em um momento de instabilidade econômica no país, esta postura profissional pode gerar danos a organização e até mesmo levá-la a situações críticas de resultado.

Já a competição individual é a “recomendada pelos especialistas”. Ela nos impulsiona a conquistar resultados melhores, a superar nossos limites e alavancar nossos potenciais individuais. Diferente da anterior, neste caso a competição é consigo mesmo e por isso, não existe rivalidade ou separações entre áreas.

Podemos dizer então que uma pessoa pode ser colaborativa dentro da sua própria equipe e com outras áreas, mas está sempre competindo com ela mesma para alcançar resultados individuais cada vez melhores.

 

Competição no trabalho

Como é o seu ambiente de trabalho? Muitos me contam que a empresa tem um excelente clima, harmonioso, que inclusive já rendeu algum prêmio para a empresa, como o de Melhores Empresas para Trabalhar e até mesmo facilita a entrada e permanência dos funcionários.

Outras pessoas me contam o oposto, que atuam em uma empresa que estimula a competição entre as equipes e o clima é de muita tensão. Quando clientes e amigos me contam sobre empresas assim, percebo o quanto estas empresas arriscam, já que se torna uma empresa com grande volume de pedidos de demissão e equipes desmotivadas.

Existe também um terceiro tipo de empresa, desenvolvida após o início da crise, no qual o ambiente não era competitivo, porém, com a chegada da crise e o cenário de instabilidade, as pessoas começaram a se sentir ameaçadas e a competitividade passou a ser a arma utilizada para manter o emprego.

Neste terceiro caso, não há dúvidas de que o cenário não é positivo e o trabalho para mudar esta insegurança vai ser bastante árduo, mas nos cenários anteriores, podemos observar prós e contras.

Em um cenário muito tranquilo, algumas empresas podem perder oportunidades por falta de competitividade. Sabe aquele estímulo que nos impulsiona a superar obstáculos? Às vezes, em um ambiente averso a competição, grandes chances são desperdiçadas porque não existe o incentivo necessário para que as pessoas busquem a superação de seus próprios resultados. Por outro lado, empresas que não buscam a competitividade são naturalmente mais prestativas nas relações entre as equipes e nos momentos de necessidade, é muito fácil observar a colaboração e o senso de unidade para alcançar um resultado.

Já quando a empresa é muito competitiva, podemos observar o cenário oposto. Em momentos de necessidade, como prazos esgotados e metas, as equipes nestas empresas tendem a se separar e deixar que cada um resolva de forma individual, ocasionando  algumas vezes perdas maiores por conta do individualismo. Já pelo lado positivo, equipes competitivas tendem a ir em busca do resultado com mais afinco, aumentando os resultados da empresa.

 

Como conviver com a competição?

 

Muitos me perguntam sobre como conviver com a competição no ambiente de trabalho, de forma a conservar o bom relacionamento entre áreas e alcançar os resultados esperados. Como primeiro ponto, é importante reconhecer como é o ambiente de trabalho em que você atua e qual é a expectativa do seu gestor, afinal, este alinhamento de expectativas será o norteador das suas ações.

Entendendo em que tipo de ambiente você está, dedique um tempo para entender as relações com outros departamentos, ou seja, quais setores dependem de informações sobre a sua área e vice-versa. Isto se torna primordial para que você entenda as priorizações e áreas que precisam se tornar suas parceiras.

É importante frisar que em qualquer estilo de empresa, o ambiente se torna mais agradável quando temos a capacidade de integrar equipes e entender os impactos gerados em cada relacionamento. Habilidades como comunicação e negociação se tornam essenciais para que o convívio se torne agradável e, apesar da competição, você ser capaz de gerar um resultado positivo para o ambiente de trabalho.

Para entender mais sobre negociação, recomendo a leitura do artigo Negociação: a competência mais relevante da sua carreira!

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