Posicione sua empresa de forma estratégica com Design Thinking

Falar que o país está em crise e que praticamente todos os seguimentos estão sendo impactados não é novidade para ninguém. Também não é novidade falar sobre as taxas de desemprego, das projeções pessimistas para os próximos anos e do tempo que vamos demorar para recuperar. Mas e a sua empresa, como está vivendo este momento? Posicione sua empresa de forma estratégica com Design Thinking!

O que chama a atenção é que algumas empresas, mesmo atuando em segmentos impactados pela crise econômica, seguem crescendo exponencialmente. O que elas fizeram? Foi sorte? Dedicação? Preço baixo? Não seria simples fazer um trabalho de análise de tendência entre elas e o resultado provavelmente sairia tardiamente, mas algo foi observado em comum entre todas elas: cliente posicionado no centro do negócio.

Lendo na frase acima pode parecer o conceito já desgastado de foco no cliente. Na verdade compartilho com vocês  o conceito de design thinking, mais conhecido no Brasil a partir de 2011 e que gera impactos significativos no resultado dos negócios.

O termo desgin thinking foi visto pela primeira vez em 1992 um artigo de Richard Buchanan, chamado “problemas complexos em design thinking”. Este conceito começou a ser difundido, em 1999, por Tim Brown, CEO da consultoria IDEO, que se tornou famosa graças ao trabalho de disseminação do conceito por meio de Brown. Mas o que seria design thinking?

O conceito pode ser definido como uma metodologia focada em buscar soluções para problemas complexos ou de inovação, no qual os pensamentos intuitivo e analítico são colocados em paralelo para analisar as soluções. Isto se dá com a criação de uma equipe multidisciplinar, que busca um entendimento profundo das necessidades do cliente, através do processo de uma das etapas do processo de design thinking e traz soluções que atendem perfeitamente as suas necessidades.

“Precisamos de novas escolhas – novos produtos que equilibrem as necessidades de indivíduos e da sociedade como um todo; novas ideias que lidem com os desafios globais de saúde, pobreza e educação; novas estratégias que resultem em diferenças que importam e, um senso de propósito que inclua todas as pessoas envolvidas.” (Brown, 2010)

A aplicação do design thinking na prática é feito a partir de três pilares: imersão, cocriação ou ideação e prototipação.

 

Imersão

Esta é a primeira etapa do processo, no qual as empresas se dedicam para entender  profundamente o que o cliente necessita. Isto acontece por meio de algumas ferramentas e da empatia, como entrevistas abertas, observação da interação do cliente com o produto ou serviço e identificação das expectativas dos clientes.

Esta etapa vai muito além do já conhecido “focus group” e das pesquisas de opinião. Os analistas buscam conhecer os clientes no seu ambiente e tentam levantar as reações e emoções envolvidas na interação com o produto ou serviço, se colocando na posição do cliente para entender o seu ponto de vista.

Cocriação

Após o entendimento profundo do cliente, a etapa de cocriação  é uma etapa interna da equipe de design thinking na qual o principal objetivo é levantar todas as hipóteses possíveis de melhorias ou novas soluções para o cliente através do brainstorming e, após o levantamento de todas as hipóteses, outras ferramentas são aplicadas para afunilar e optar pelas melhores alternativas.

 

Prototipação

Uma vez que já entende-se profundamente a necessidade do cliente e as melhores alternativas já foram apontadas, é iniciada a etapa de prototipação, que nada mais é do que criar protótipos simples, com baixo investimento, da melhor alternativa selecionada na etapa de cocriação. Diferentemente do que as empresas fazem, o princípio desta etapa é que o investimento no protótipo seja o menor possível, feito somente para trazer para a realidade a ideia escolhida, com o objetivo de testar a viabilidade da ideia.

Através de um protótipo simples, se torna possível verificar a viabilidade da proposta, tanto pelo ponto de vista de construção como pela viabilidade econômica. Os custos baixos nesta etapa e a criação de protótipos simples agiliza a análise, bem como proporciona apresentar aos clientes a nova solução e colher novos feedbacks até que a ideia esteja completamente adequada.

Utilizando os pilares do design thinking a empresa torna-se capaz de realmente entender as necessidades de seus clientes e adequar ou criar soluções mais alinhadas às expectativas e realidades do seu público-alvo. Para momentos de crise econômica, a competitividade entre as empresas aumenta e a guerra pelo menor preço não é a saída mais inteligente. Se posicionar no mercado de forma assertiva, entregando valor real para o cliente, faz com que as chances de se manter ou até mesmo superar os resultados em meio a um cenário turbulento aumentem.

Pensar nos modelos já conhecidos não irá trazer resultados diferenciados e, em momentos de crise, destacam-se os profissionais e empresas que atuam de maneira diferenciada.

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